Os livros que moldaram minha vida – e minha escrita.
- Maria Frankland
- 9 de jul.
- 2 min de leitura

Eu era uma leitora voraz? Sem dúvida.
Desde o momento em que aprendi a ler, fiquei fascinado. Devorei os livros na escola primária e estava sempre à procura de algo novo.
As histórias se tornaram minha tábua de salvação — uma forma de escapar, explorar e sentir algo além do que acontecia no mundo real ao meu redor.
A biblioteca era o meu santuário.
Minha infância foi tudo menos fácil. Acabei sob os cuidados do Estado e, antes disso, minha vida em casa era repleta de medo, instabilidade e tristeza. Mas, muito antes de ter palavras para descrever tudo isso, encontrei refúgio em um lugar tranquilo: a biblioteca.
Os bibliotecários devem ter me notado — essa garotinha que passava muito mais tempo lá do que a maioria — mas nunca questionaram. Simplesmente me deixaram em paz. Eu pegava o máximo de livros que me era permitido e voltava semana após semana para pegar mais. Aqueles livros me davam espaço para respirar.
Lendo em segredo
Em casa, eu me escondia debaixo das cobertas com uma lanterna e lia até altas horas da noite — a única luz em um mundo que muitas vezes parecia escuro. Se você também foi essa criança, sabe o quanto era reconfortante se perder na história de outra pessoa.
Nasceu o amor por contar histórias.
É impossível escolher favoritos, mas eu adorava contos de fadas, as fábulas de Esopo, Heidi , Os Cinco , Os Sete Segredos e tudo que envolvesse animais, como Lassie ou Black Beauty . Malory Towers cativou completamente minha imaginação, e eu li tudo o que Roald Dahl escreveu. E Mulherzinhas ? Aquele livro ficou na minha mesa de cabeceira por anos.
De leitor a escritor — e uma virada rumo à escuridão
Olhando para trás, não me surpreende que eu tenha acabado escrevendo thrillers psicológicos. A escuridão que vivenciei na infância — e mais tarde, em um relacionamento tóxico na vida adulta — moldou a minha visão de mundo.
Fiquei fascinado pelas correntes subterrâneas ocultas nas pessoas e nos relacionamentos: o que mostramos, o que escondemos e como a dor pode transformar até as situações mais comuns em algo sinistro.

Ler Garota Exemplar pela primeira vez foi como um estalo. Foi a primeira vez que vi uma história explorar a profundidade psicológica, a tensão e a fúria feminina que eu sentia, mas nunca tinha visto refletidas em uma página. Mudou tudo.
Aquele livro não apenas reacendeu meu amor pela leitura, como também me inspirou a escrever minhas próprias histórias. Histórias que revelam o que acontece por trás de portas fechadas. Histórias que questionam: o que você faria se fosse pressionado ao extremo? (Para experimentar uma das minhas histórias GRATUITAMENTE, clique aqui !)
Sua vez…
Que livros te marcaram na infância — ou mudaram o rumo da sua vida mais tarde? Adoraria saber nos comentários. E se você se sentir corajoso(a), compartilhe uma foto constrangedora da sua infância, como eu fiz!
Muito obrigada por ler!
Maria x


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